O sinal de alerta parou de piscar

Vários são os exemplos de clubes que
eram tidos como modelos a serem seguidos, como o Operário, Mixto e Dom Bosco.
Clubes que tiveram todas as suas glórias no passado, e depois das conquistas
começaram a declinar de tal maneira, que a explicação só pode ser única, uma
administração que deixou a desejar em todos os aspectos. Operário e Dom Bosco
chegaram a declarar falência e fecharam as portas, o Dom Bosco reativou sua
sede há apenas três anos, e já se nota um crescimento no clube.
O futebol não é nada sem seus
patrocinadores, afinal, são eles que injetam dinheiro bruto nos clubes e mantêm
a engrenagem em pleno funcionamento. Um bom exemplo de administração impecável
e um bom patrocínio, é o Cuiabá Esporte Clube, que com apenas 15 anos de
criação, já obtém destaque em Mato Grosso. Um dos investidores principais do
Cuiabá, é a empresa Drebor Borrachas, cujo proprietário da mesma, era o
ex-presidente do clube, o empresário Aron Dresch. Que, recentemente, foi eleito
presidente da Federação Mato-Grossense de Futebol (FMF). A cidade de Lucas do
Rio Verde, situada no médio norte do estado, onde impera o agronegócio, foi
onde nasceu o Luverdense. Clube que já venceu o poderoso Corinthians, em 2013.
Que já venceu o Vasco de Gama. Que conquistou o acesso da série C para a série
B e que por lá ficou. E detém o maior número de investidores e maior folha
salarial no futebol do estado.
Um dos dirigentes de futebol do
Cuiabá, Hugo Dresch, disse que " O clube está sempre em busca de novos
sonhos, nunca desistimos de nossas próprias vitórias, dentro e fora do campo.
Corremos atrás de novos investidores e pessoas que acreditam em nossos
projetos, isso é muito gratificante, ver que o clube está ganhando espaço a
cada ano". Para Hugo, o Cuiabá é mais do que um clube, é uma família que
ele conquistou, trabalhando lá há 15 anos nunca deixou a peteca cair, nem nos
piores momentos do clube. Já o dirigente do clube do norte do estado, Fernando
Pires, diz: "Nós estamos projetando o Luverdense pra estar na elite do
Campeonato Brasileiro em até três anos no máximo, nós colocamos na cabeça dos
habitantes da cidade de Lucas do Rio Verde que o clube representa a cidade mais
do que tudo, não queremos e não vamos decepcioná-los. Os patrocinadores estão
cada vez mais investindo no clube e acreditando no projeto de crescimento da
equipe e da cidade junto dele.
Segundo o representante Jorge
Rondon, dos móveis Gazin, um dos patrocinadores do clube, sua empresa, “sempre
busca patrocinar um clube cuja reputação é limpa e sem má conduta durante sua
trajetória, e o Luverdense tem tudo isso, uma ficha super limpa, com dirigentes
e pessoas no comando com muita capacidade de gerir um clube. Todos estes
fatores nos fizeram ter certeza que investir na equipe seria muito próspero para
ambas as partes, a iniciativa privada confia em clubes assim, que levam o
futebol a sério e com profissionalismo".
Um outro grande motivo para essa
mudança, é que após mais de 40 anos, a FMF tem sangue novo. O empresário e
ex-presidente do Cuiabá, Aron Dresch, foi eleito presidente da Federação
Mato-grossense de Futebol (FMF) para os próximos quatro anos. A eleição foi
realizado no mês passado.
Aron venceu a disputa por 22 votos a 15 contra o
candidato João Carlos de Oliveira, atual presidente da entidade. O presidente
já definiu a equipe de transição que vai tomar conhecimento das administrações
anteriores, que, segundo ele, nunca foram abertas. “É impossível que uma
administração por tanto tempo não tenha vícios. O problema é a má fé. Não quero
crucificar ninguém, mas se tratando de bens temos que tomar muito cuidado”. O empresário se refere aos 40 anos
de gestão do então presidente Carlos Orione, falecido, em novembro passado.
Após sua morte, o aliado João Carlos assumiu o cargo, mantendo a mesma linha de
governabilidade do antecessor, com transparência mínima e arrogância máxima.
A vitória, segundo Aron, em
entrevista ao site RDnews, representa o sentimento de renovação e mudança que
os clubes tanto desejaram e, por isso, precisa ser comemorada. Para melhorar o
futebol mato-grossense, o dirigente afirma que acima de tudo é dar
credibilidade e transparência do futebol junto ao público e ao setor
empresarial, pois são eles que investem em nosso futebol. “Todos nós queremos
mudança, mais transparência e seriedade começando pelo presidente e seus
filiados”.
Neste sentido, Aron lembra que é
preciso resgatar o interesse da população pelo futebol mato-grossense. Não
descarta alterar a fórmula do campeonato para torná-lo mais atraente. “O
público quer ver um espetáculo. Ele quer ver algo a mais do que um jogo de
futebol. Estamos com a idéia de um sorteio durante os intervalos dos jogos,
promoções, atrair as escolas são medidas que vamos fazer. Eu e minha equipe
vamos varrer essa sujeirada toda que está na federação”.
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