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Não tem fim

Casos de violência no futebol só aumentam e as punições estão cada vez menores

Fonte: Globo Esporte
É comum que observemos cenas de tremenda violência por partes das pessoas que se intitulam torcedores, mas a violência no esporte não só ocorre fora dos campos, arenas, estádios, mas também dentro. Hoje o fair-play foi deixado de lado e jogos que são amistosos, muitas das vezes de amistosos, têm nada.
Todo o tipo de violência vem-se tornando cada vez mais frequente na sociedade, desde brigas em trânsito à violência entre adeptos que não sabem respeitar pessoas torcedores de outra equipe, a violência dentro de campo com os próprios jogadores, fazendo um anti-jogo, agredindo os colegas de profissão. Hoje ninguém mais sabe perder e apela para a violência e violência gera violência.
Muitos agem como vândalos sem saber que perder também pode ser um tipo de vitória em que o mais importante é que lutou, tentou, apenas não venceu, só isso seria um mérito. Por ser algo natural, que é inato entre os seres humanos, não significa que devemos levar violência para dentro e fora de campo. Acho que esse tipo de violência têm muito a ver com a educação e índole de cada pessoa, mas o que leva pessoas a brigarem como loucos por uma simples partida de futebol? Por que fanáticos, alucinados se humilham e prostram diante de pessoas iguais a nós mesmos? Não existe violência no desporto mas sim nas pessoas, elas que espalham o mal pelos estádios e outros lugares.
Ganhar ou perder não significa violência, o importante é competir e ter a consciência de que deu o seu melhor. Deixemos as guerras e intrigas de lado e vivemos o verdadeiro espírito desportivo. A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota.
No último final de semana, vimos, mais uma vez, a incrível bagunça das torcidas organizadas. Um triste filme que se repete, onde se tem depredação de bens públicos, brigas, agressões e muitas mortes, em especial de jovens. Em resposta, as autoridades resolveram agir. A partir de agora, no estado de São Paulo, em clássicos só vai poder ser torcida única.
Esse fanatismo exacerbado dos torcedores de qualquer esporte muitas vezes pode levar ao cometimento de crimes violentos, pode-se dizer que a violência dentro e fora de campo tem sido banalizada, já tivemos muitos avanços no que diz respeito à violência nos estádios, mas muito ainda tem que ser feito para que os espetáculos sejam dignos de serem assistidos por famílias inteiras que só desejam momentos de lazer.
A experiência dos clubes internacionais nesse assunto pode ser útil ao Brasil.  A Uefa, a entidade que rege o futebol na Europa, ainda não conseguiu acabar com a totalidade da violência envolvendo as torcidas. Mas deu pra controlar e colocá-la em níveis aceitáveis em vários lugares no continente. Na Inglaterra, foi criada um gabinete só para vigiar e punir os chamados “hooligans”, os torcedores violentos daquele país, que foram proibidos de viajar para outras localidades da Europa. Lá, eles foram cadastrados e os clubes perderam pontos quando a torcida deles provocou conflitos, chefes de torcidas, que também fazem tráfico de drogas, foram responsabilizados criminalmente. Os hooligans não foram extintos, mas estão sob controle da polícia e da Justiça Inglesa. Na Itália, a polícia fiscaliza e prende quem combina brigas pela internet. Há muito a ser feito no Brasil e os caminhos são conhecidos. É necessário prevenir os casos, com um número maior de policiamento nos jogos, reprimir os casos , caso eles aconteçam, prender os envolvidos e condenar exemplarmente.

Focas da Federal

“Eu ainda acredito que, se seu objetivo é mudar o mundo, o jornalismo é uma arma mais imediatas de curto prazo”. – Tom Stoppard

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