O contínuo debate feminino
O contínuo debate feminino
O
movimento que surgiu há 200 anos até agora se revela um tabu
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| Foto: reprodução |
No carnaval deste ano o
empoderamento feminino caiu na folia. A frase “não é não” fez um alerta contra o assédio e o abuso que ocorre em blocos e desfiles. Ao menos nas grandes capitais,
como São Paulo e Rio de Janeiro, foram distribuídas mais de 25 mil tatuagens
temporárias com esta frase.
Porém,
a representante do movimento feminista em Cuiabá, Ligia Vaz, explica que
o feminismo já vem sendo debatido desde o século XIX.
“Esse é um movimento filosófico, social e político que existe há mais de 200 anos”, afirma ela.
Alguns estudiosos do
tema acreditam que a Revolução Francesa permitiu o surgimento do feminismo
moderno. “A Declaração
dos Direitos do Homem e do Cidadão, escrito no ano da Revolução,
foi combatida por uma feminista francesa, Olympe de Gouges”, conta Ligia Vaz.
Passando da história para a atualidade, o
fato é que, apesar de estar mais presente nas discussões, o feminismo ainda se
revela um tabu. Atualmente, várias pessoas têm
se posicionado contra o movimento. São vídeos, imagens, posts e inúmeros tipos
de manifestações.
O feminismo prega que o lugar da mulher é onde ela
quiser. “Já é 2018, o movimento feminista tem muitos anos lutando para
dizer que homens e mulheres são iguais, mas, o movimento ainda tem que explicar
o que é e o que faz”, ressalta a representante Ligia.
Assim, uma enquete foi
realizada e as respostas mais interessantes ouvidas pelo Só Fôca, sobre o feminismo,
relacionou o movimento à ação das ativistas. Para o engenheiro civil, Douglas
Augusto, as mulheres do movimento exageram. Segundo ele, “a natureza da mulher
é diferente da do homem, mas em vários assuntos eu acredito que as mulheres tem
grande potencial e são capazes sim e devem lutar contra o preconceito sem fazer
vitimização”.
Na
mesma enquete, o contraste das opiniões fica explícito quanto à advogada,
Reicyla Bruna, ressalta que ela é a favor das ativistas. “Eu acho o máximo,
elas conseguem se entregar de corpo e alma por uma causa social e dão a cara a
tapa, porém muitas vezes as intenções dessas ativistas são desvirtuadas”.
Dessa forma, segundo
Ligia Vaz, foi preciso escrever para as pessoas entenderem que não é não. Seja
no carnaval, conversando sobre a história ou em enquetes, o debate é sempre válido
para que o feminismo não seja um tabu no cotidiano das mulheres.

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