A menina que desafiou o destino
A menina que desafiou o destino
Nadir Sabino
precisou de muita luta para conquistar cinco vezes a Corrida de
Reis e chegar ao topo do atletismo mato-grossense
Reportagem de Pedro Velasco
Foto: reprodução
A imagem de Nadir muitas
vezes se confunde com a da Corrida de Reis, de Cuiabá. E não é por menos, afinal,
ela é penta campeão da corrida. A primeira conquista foi em
1989, depois vieram 1990, 92, 96 e 2005. É um currículo que traz muito
prestígio e também aumenta a sua responsabilidade no atletismo estadual.
Na sua rotina dá para
sentir o amor que ela tem pelo esporte. Nadir corre 25 quilômetros
por dia para continuar em forma e não fazer feio.
Sabino relembra
que no começo era tudo muito difícil e complicado. “Não
que hoje não seja, mas na época que iniciei era tudo muito mais fechado. O
circuito das provas era como se fosse um grupo só”.
Ela cresceu em um dos
bairros mais violentos de Cuiabá, mas um professor a incentivou a seguir a
carreira esportiva. “Meu interesse pelo esporte surgiu quando ainda
era muito nova, o professor Alberto dava aula
de Educação Física na Escola Orlando Nigro, do bairro Pedregal, onde eu morava
e foi ele quem viu potencial em mim. Lembro que na época eu só pensava em
correr”. Não muito tempo depois, ela disputou sua primeira competição, aos 12
anos, em Brasília.
Atualmente, Sabino, além de
correr, é graduada em educação física e também dá aulas
em escolas de Cuiabá. Mas é nas corridas que ela se sente em casa e
sente todo esse amor retribuído.
Segundo o presidente da
Federação de Atletismo de Mato Grosso, Francisco Antônio da Silva, o
Chiquinho Nadir é um exemplo e um espelho para muitos atletas que
estão começando agora. “Eles olham para ela e pensam: Nossa, quero
conquistar pelo menos um terço do que a Nadir já ganhou. É uma coisa muito
linda de se ver”.
Esse ano a
maior corrida do Centro oeste foi à despedida de Nadir.
Ela afirma que correu e sentiu em cada pernada como se fosse um passo
em direção ao final. Mas aos 48 anos, Nadir Sabino, se diz “filha
do vento e amiga do tempo”, e não retende deixar tão cedo o
atletismo. O amor dela pelas pistas fica vivo enquanto ela tiver pernas para
correr.
Atualmente, ela é formada em
Educação Física e vai continuar dando aulas e assessoria para outros
corredores, além de seus patrocínios pessoais.
Atletismo é tradição familiar, confira um pouco mais da história de Nadir, na reportagem de Pedro Rocha.
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