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Uma história de amor na Ilha da Esmeralda

Casal larga tudo no interior do Estado e aventura-se na Europa.

O casal, Sayonara Lemanski, 29 anos, e Tito Lívio Pereira, 40 anos, estão juntos há mais de uma década! E deixaram o interior do estado mato-grossense, Sinop, em busca de uma nova vida em Dublin, na Irlanda.

A enfermeira Sayonara é natural de Nobres, região localizada a 120 km da Capital de Mato Grosso, Cuiabá. Mudou-se para Sinop ainda criança e permaneceu na cidade durante toda vida. Foi em Sinop que conheceu seu marido, Tito Livio, 40 anos, natural de Presidente Prudente, São Paulo, e técnico em informática há quase 20 anos. Foram vizinhos por mais de quatro anos. Nunca se falavam ou se viam com frequência, até que no começo do ano de 2005 o romance começou. Ambos filhos de mães solteiras, sempre trabalharam muito para ajudar em casa. Foi assim, descobrindo coisas em comum que se conheceram e se apaixonaram. Casaram-se em 2013 e oito anos após o inicio do namoro, o pedido de casamento aconteceu, feito por Sayonara, haha! Querendo ver mais do mundo, os dois partiram em busca de mudanças e experiências, tudo isso na Europa.
O casal em visita a um dos belos castelos irlandeses, Castelo em Malahaide.
E Sayonara, que nunca sequer havia visto um prédio mais alto do que 20 andares, se viu encantada com a selva de pedra que é a cidade de São Paulo. Cidade que conheceu antes de entrar o aeroporto de Guarulhos em busca de um sonho e, claro, de seu marido, que já estava à sua espera na Ilha da Esmeralda – como é conhecido o país Irlandês.

Tito, esperava sua amada no aeroporto com muita saudade e também bom humor. Quando Sayonara chegou ao aeroporto irlandês, não reconheceu nenhum rosto familiar. E isso aconteceu porque seu marido se escondeu atrás do pilar, deixando-a de-ses-pe-ra-da. “Eu gritava no meio do aeroporto! Cadê você?! Ai Deus, só meu marido mesmo! As pessoas me olhavam e com certeza devem ter percebido que éramos brasileiros!”, conta ela.

Sayonara chegou dia 18 de novembro, numa sexta-feira. Sete meses depois do desembarque de Tito, que chegou à Irlanda em abril. O desencontro aconteceu porque apareceram algumas pendências no trabalho de Sayonara, o que a impediu de conseguir viajar e acompanhar o marido.

A idéia do intercâmbio partiu de Tito, que sempre teve vontade de fazer um intercâmbio. Morar em um lugar totalmente diferente pra dar um reinício na vida, e ter a oportunidade de estudar mais profundamente o inglês - uma língua que sempre gostou. Coincidiu de não estar trabalhando na época e ter uma reserva financeira que o permitia realizar o intercâmbio com segurança. Colocou em discussão essa possibilidade com sua esposa e ela concordou com a idéia.


A vontade de Sayonara foi despertada pelo marido e foi através de pesquisas e vídeos que o casal descobriu que a Europa é uma região muito carente de profissionais na área da saúde, em específico a enfermagem. O que a deixou muito interessada e, claro, deu a ela maiores perspectivas de trabalho, já que lá esse segmento é melhor remunerado e mais valorizado.


O país Irlandês oferece facilidades para visto de trabalho, mas para isso é necessário que se tenha um nível intermediário de inglês. E desenvolver a fluência nessa língua é o objetivo principal do casal. Para Sayonara o inglês fluente é necessário para fazer a prova do IELTS - teste de proficiência em inglês que tem validade mundial – e, assim, validar o diploma de enfermagem, para finalmente conseguir trabalhar na área. O processo de validação de diploma, em comparação com o resto da Europa, é mais fácil na Irlanda.

E se você começa um intercâmbio com inglês básico, um alerta: gafes de linguagem aconteceram. O casal conta que passou por uma série de confusões em que interpretaram ou foram interpretados de maneira errada. Tito disse que uma certa vez, durante o expediente – onde trabalha como assistente de cozinha - foi questionado sobre algo e simplesmente respondeu “Sim, sim!”. Com essa resposta todos começaram a rir e perguntar “Mas sim o que?”. A pergunta não exigia somente um sim ou não, eles queriam mesmo era saber a opinião dele sobre o assunto.

Ah... que saudade!

E a saudade do que foi deixado no Brasil? Tem. Muita. Além da família, amigos e animais de estimação, eles dizem que sentem falta de bebidas geladas, principalmente de refrigerante sabor laranja – segundo Sayonara o refrigerante irlandês parece água com vitamina C efervescente. Todas as bebidas são consumidas em temperatura ambiente, e são conservadas em geladeiras diferentes das que existem no Brasil.


Apesar de o país deixar a desejar no sabor do refrigerante de laranja, o casal pretende ficar permanentemente no país. Além de terem se apaixonado pela Ilha da Esmeralda, estão em um processo para adquirir a cidadania italiana, e até isso acontecer, vão adquirir mais oito meses de curso na Irlanda. Tito é o primeiro a querer grudar as raízes. “A intenção é morar aqui na Europa, não sabemos ao certo qual o país, Irlanda, Portugal, Itália, há várias possibilidades. A qualidade de vida aqui é muito melhor que a que tínhamos no Brasil, as opções de trabalho também, enfim, nos encaixamos aqui e realmente queremos ficar.”
 
A extensa Grafton Street, no centro de Dublin.
                                                       
Famosa escultura de Molly Malone. Ela, segundo a lenda, era uma vendedora de peixe durante o dia e prostituta à noite. A história irlandesa diz que para atrair prosperidade e dinheiro os peitos da estátua devem ser acariciados.
  Seria a Ilha dos mercados?

“Quando falamos em mudanças fazemos questionamos sobre o que vamos encontrar nesse desconhecido. Mas esse desconhecido não poderia ser melhor, já que o povo irlandês costuma ser gentil e extremamente educado. Preocupam-se com o bem-estar uns dos outros, sejam eles nativos ou não. Sempre perguntam se você está bem, se precisa de alguma coisa e são muito prestativos.”
Festa tradicional irlandesa, St Patricks Day. As pessoas vestem-se com roupas verdes para acompanhar desfiles nas ruas e usam também o tradicional trevo de três folhas – em inglês, shamrock, seja em forma de pintura ou em adereços.

Já na culinária... Ah a culinária! Nossa comida brasileira é imbatível. A comida irlandesa é muito diferente, pouco tempero, quase nada de sal, mais sem graça que sopa de chuchu. A rotina de refeições também é diferente da brasileira. Com horários específicos para café da manhã, almoço e janta. O café da manhã é super-híper-mega reforçado, comem até feijão, o almoço é apenas um lanche e a janta, mais comida.

Os pontos positivos de realizar um intercâmbio irlandês são vários. Ter a facilidade de conhecer outros países europeus a baixo custo ou estar num local em que há uma quantidade imensa de estudantes de várias nacionalidades. Sem falar no custo/benefício que é bem mais vantajoso comparado aos outros países de língua inglesa. O preço, as oportunidades de trabalho, menor burocracia para aprovação e manutenção do visto e um clima com frio, mas um frio suportável é o que a Irlanda oferece.
Charmoso estilo da biblioteca do Trinity College, considerada uma das mais lindas do mundo.


Num dos extremos da Grafton Street está o St. Stephen’s Green Park, área verde no centro da cidade.

Conhecida também como terra da cerveja, pasmem: o consumo da bebida derivada do trigo é maior que no Brasil. Ganham também no consumo de nicotina, cerca de 30% da população irlandesa é fumante. Outra curiosidade da Ilha da Esmeralda, é que deveria receber o nome de Ilha dos Mercados, já que a quantidade de mercados impressiona quem chega. Apesar de vários, eles são pequenos e a variedade de produtos não é grande.
Temple Bar, uma das áreas mais badaladas do centro de Dublin.

 Mas o que é intercâmbio?

Um intercâmbio é um período de estudo feito em outro país, aprimorando um idioma – e talvez outra habilidade –, conhecendo e vivenciando a cultura local, aprendendo a conviver com as diferenças e experimentando dia a dia uma nova realidade. Ele pode ser feito através de bolsas de estudo cedidas pelo governo ou de forma particular. Existem cursos de intercâmbio disponíveis para as mais variadas formações, interesses, perfis e níveis de experiência. Entre eles, Curso de Idiomas, Programas de Férias, High School e Pós-graduação.

No Brasil o número de intercambistas cresceu nos ultimos anos. Segundo levantamento da Brazilian Educational & Language Travel Association (Belta), somente em 2015, mais de 220 mil pessoas deixaram o Brasil para estudar em outros países.

A CVC, maior empresa de viagens e turismo da América Latina, que atua no mercado desde 1972, bateu recorde de vendas em 2017. O grande destaque do balanço foi o desempenho de março no Lazer da operadora, com o total de R$ 554 milhões, recorde histórico da companhia em vendas. Representando crescimento de 15,2% em comparação ao primeiro trimestre do ano de 2016. Com a investida da CVC para o intercâmbio, a história não foi diferente: foram R$ 20 milhões.
Entre os diversos destinos pelo mundo para um intercâmbio, seja ele de curto ou longo prazo, muita gente escolhe a Irlanda como opção. Mas quais são os motivos para isso? Custo do intercâmbio. Esse é um dos principais motivos que atrai estrangeiros para estudar na Ilha Esmeralda. O maior gasto na parte burocrática é a comprovação dos 3000 euros para a obtenção do visto de estudante (Stamp 2) – dinheiro, esse, que na verdade tem o objetivo de te manter no país durante o período do intercâmbio. A Irlanda também se destaca por oferecer programas de estudos com custos mais acessíveis e de duração variada, o que facilita a vida tanto daqueles que pretendem passar 6 meses estudando, quanto para , de apenas um mês de férias.
Aprender inglês. O idioma é oficial no país, segue o padrão britânico nas escolas irlandesas. São várias delas em todo o país. E existem também muitas opções no interior da Irlanda, como Limerick, Cork, Dun Laoghaire ou Galway, nesses locais o número de brasileiros é menor.
Contato histórico. Transitar pela Irlanda é voltar a milhares de anos de história. Muita gente chega no país e nem imagina tudo que já aconteceu nessa ilha. Mas há diversos museus, bibliotecas históricas – como a da Trinity College – muitos castelos e construções medievais – ou ainda mais antigas, algumas com mais de 4000 anos – que fazem quem chega viajar no tempo. Enfim, viver essa troca de costumes e culturas é uma experiência única que só um intercâmbio traz.

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Fontes:
http://www.bonde.com.br/educacao/oportunidades/cresce-o-numero-de-brasileiros-que-procuram-intercambio-438814.html

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Imagens enviadas pelos entrevistados.
          

Focas da Federal

“Eu ainda acredito que, se seu objetivo é mudar o mundo, o jornalismo é uma arma mais imediatas de curto prazo”. – Tom Stoppard

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