Alunos da COS criticam estrutura da FCA
A estrutura
atual está sendo discutida pela coordenação, professores e acadêmicos do curso
A
Faculdade de Comunicação e Artes (FCA) da Universidade Federal de
Mato Grosso (UFMT) é responsável pela formação dos acadêmicos de Música, Jornalismo,
Publicidade e Propaganda e Radialismo. A estrutura oferecida é precária e boa parte dos equipamentos disponíveis não funcionam.
A FCA conta atualmente com a estrutura de 48 computadores, divididos em
diferentes laboratórios de ensino. Há também um laboratório completo de rádio,
uma ilha de edição e pós-produção, dois estúdios de TV, uma sala de fotografia
contendo quatro ampliadores e pias para revelar e aproximadamente dez salas de
aulas.
O
problema é que a estrutura não funciona de fato como deveria: os computadores
não possuem programas originais e são defasados, ou seja, não acompanham a
atualização que o mercado constantemente oferece. O curso de Comunicação deve, de
certo modo, estar atrelado às inovações tecnológicas que constantemente surgem.
Os
alunos relatam que a má qualidade, em termos de estrutura e equipamento, não
compromete o aprendizado, mas descrevem que, se os equipamentos apresentassem
uma melhor qualidade, certamente auxiliaria no resultado final e aprendizado de
cada um. “Se o aluno tem interesse, ele encontra outras formas de adquirir
conhecimento, apesar de que ele deveria ter uma estrutura de qualidade
garantida dentro da academia. Mas, geralmente, se quer aprender, o aluno
encontra um meio para isso”, afirma Aparecido Carmo, estudante do 7º semestre
de Jornalismo.
A
burocracia existente para a aquisição de novos equipamentos influencia
diretamente a qualidade da estrutura, tendo em vista que os processos
licitatórios demoram um longo período para serem aprovados, e nem sempre
existem verbas destinadas para a compra de equipamentos novos. “O aluno sai da
Universidade e só aprende a prática no mercado de trabalho, quando deveria ser
o contrário. O profissional deveria sair sabendo as duas coisas”, afirma
Maurélio Menezes, professor de Jornalismo.
Existe
um esforço por parte do Departamento, algumas demandas foram atendidas, mas as
necessidades são inúmeras. “As providências para a melhoria da estrutura foram
tomadas, mas a verba não depende do chefe de Departamento, e sim do Ministério
do Planejamento e Ministério da Fazenda”, ressalta Javier Lopez, chefe do Departamento
de Comunicação Social.
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